Habemus uma Academia Brasileira de Historia em Quadrinhos

Sim meus caros nerds fãs de HQs, temos nossa Academia Brasileira de História em Quadrinhos, e seu acervo já conta com 60 mil exemplares. Na verdade essa história se inicia em 2012 quando aos 79 anos Edmundo Rodrigues, desenhista de O Falcão Negro, Jerônimo – o Herói do Sertão e Irina – a Bruxa, pede a sua produtora, Ágata Desmond, que não deixe sua obra morrer.

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Ágata Desmond com Francisco Ferreth, Lincoln Nery e Walmir Amaral

Para poder cumprir a promessa ela lançou a Abrahq (Academia Brasileira de História em Quadrinhos) no último dia 30 de Janeiro, que já conta com um acervo de 60 mil exemplares, armazenados no Museu em Niterói, ali pode se ver também várias obras, conseguidas por meio de doação, de Edmundo Rodrigues e Flavio Colin, temos na coleção raridades como O Tico-tico, tira nacional da década de 1940; “João Charuto”, “Irina, a bruxa”, um clássico do gênero de terror em quadrinhos, “Jerônimo, o Herói do Serão”, e até os primeiros exemplares de “Popeye” a desembarcarem no Brasil, por volta de 1975.

“Quando eu prometi ao mestre que faria de tudo para manter viva a história dos quadrinhos, na verdade não sabia no que estava me metendo. É preciso muito esforço para tocar um projeto como o da Academia, porque não temos apoio financeiro. Mas, agora, o que eu mais quero é vê-la crescer e dar frutos” — afirma Ágata.

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Alguns do exemplares que poderemos ver na Abrahq

A instituição tem como metas levar exposições gratuitas para escolas e centros culturais, que já possui o apoio do Sindicato dos Professores, também tem por desejo ajudar os artistas a se manterem na carreira, fazendo a troca de experiências, criar uma rede de contatos e promover cursos de capacitação.

Por enquanto eles ainda não possuem uma sede, mas pelo menos já tem um lugar provisório para que os artistas se encontrem, que é no espaço Colmeia Carioca, em Botafogo, mas por enquanto o caminho parece árduo, pois após uma reunião com a Secretaria Estadual de Cultura do Rio, foi informada que não haveria verba suficiente para montar uma sede para a Abrahq nesse momento.

Mas mesmo assim Ágata não desiste, ela pediu ao menos uma sala dentro de uma escola estadual, nem que fosse o inicio das atividades, mas ainda esta aguardando um resposta formal. Vamos torcer para que consiga, afinal é uma grande oportunidade de levantarmos a bandeira das HQs no Brasil.

Gostou da iniciativa? Esta Afim de ajuda? Entre em contato com a Abrahq: academiabrasileiradehq@gmail.com e agatadesmondhqforever@gmail.com.

Fonte: O Globo

Pílula azul ou vermelha, a escolha será sempre sua!

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